Técnica inovadora de implante de Marcapassos no ICOR

A estimulação cardíaca Hissiana foi realizada com sucesso, pela primeira vez, no Serviço de Eletrofisiologia do ICOR

A equipe de Eletrofisiologia e Estimulação Cardíaca do Instituto do Coração de Santa Maria (E-ICOR/ HCAA) é pioneira no implante de Marcapassos de His em Santa Maria- RS.

O Serviço de Eletrofisiologia e Estimulação Cardíaca do Instituto do Coração de Santa Maria (E-ICOR/HCAA) realizou pela primeira vez o implante de marcapassos com estimulação do His em quatro pacientes cardíacos, no dia 20 de outubro de 2020.

É uma técnica inovadora de implante que oferece benefícios em relação ao método tradicional. No caso de His, o eletrodo é instalado sobre o nervo do coração, permitindo que a estimulação elétrica cardíaca aconteça de forma natural e com um batimento mais sincronizado. Dessa forma, o marcapasso de His previne e até pode tratar os efeitos provocados pela Insuficiência Cardíaca (IC).

Já nos marcapassos tradicionais, o eletrodo é implantado sobre o músculo cardíaco, de forma que, a eletricidade gerada pelo aparelho é transmitida de célula para célula, o que causa uma deformação da contração cardíaca natural. Essa deformação causada pelo método tradicional é denominada de dissincromia cardíaca.

Implante de marcapassos de HIS

De acordo com o médico cardiologista e eletrofisiologista, Dr. Diego Chemello, o marcapasso hissiano permite que a estimulação elétrica cardíaca ocorra de forma fisiológica, preservando a condução elétrica cardíaca natural.  “A diferença do marcapasso fisiológico para o convencional é que ele estimula o sistema normal de condução “feixe de His”, diferente dos marcapassos convencionais que estimulam uma área diferente do coração, ele é mais natural” explica Chemello.

Ainda segundo o especialista, a estimulação cardíaca hissiana é considerada, tecnicamente, mais complexa que a tradicional e apresenta resultados promissores e clinicamente seguros conforme os recentes estudos na área de eletrofisiologia.

O ICOR, orgulhosamente, parabeniza toda a equipe que participou do procedimento: Dr. Diego Chemello, cardiologista e eletrofisiologista, Dr. Andres Di Leoni Ferrari, cardiologista chefe de estimulação da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC) e coordenador do grupo de Cardiologia do Hospital Independência. Ainda, aos médicos anestesistas, Dr. Paulo Roberto Gai e Dr. José Pedro Lauda, a equipe da Discomed, Flávio Menegola e Fábio Bohn pela a assistência técnica e programação dos dispositivos e ao pessoal da enfermagem e administração.

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